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Delicate Notes

As memórias são para ser partilhadas

Ano Novo.

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Para mim, o Ano Novo é um momento pela qual não gosto de passar, aliás é um momento da qual eu não gosto (pelo menos, por agora). Desde pequena, que nunca festejei o Ano Novo como a maioria das pessoas festeja: sair para me divertir, ir a quintas, jantar fora, conviver com os amigos, passear ou viajar para fora...Fico sempre em casa, com a família, sem grande entretenimento...Nunca tive de escolher um look para esta noite, nem de me arranjar para me ir sair na passagem do ano. Fico sempre por casa, em que o meu look predominante é sem dúvida, o pijama.

Quando oiço os amigos falarem da grande festa que fizeram, das brincadeiras e dos jogos, dos locais que visitaram, da animação da quinta onde estiveram, eu sou provavelmente quase a única que não tem um momento memorável para contar.


Já tive passagens do ano, em que simplesmente permanecia calada, com o meu confortável pijama, em frente à TV, a ouvir a contagem decrescente passar, ao mesmo tempo que o meu coração batia nos últimos segundos do ano.


Não tenho PDA à qual possa chamar memorável, porque na realidade, não me lembro de nenhuma, desde que nasci. No entanto, acredito que tudo tem o seu tempo e como tal anseio pelo momento em que possa chamar de memorável a uma passagem do ano. 


Espero daqui a uns anos, já poder sair com amigos e festejar a passagem do ano.

Eu acreditei no Pai Natal até...

aos 11 anos!

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Parece mentira, mas é mesmo verdade! Mas foram os melhores Natais da minha vida. Acreditar permite-nos imaginar, usar a criatividade e a magia é sempre diferente. Deixar o sapatinho debaixo da árvore iluminada e em seguida fechar bem os olhos, para no dia seguinte de manhã acordar e correr para sala para ver se o Pai Natal já cá tinha passado por casa e deixado alguma coisa.

A minha irmã foi a grande culpada de eu ter acreditado no Pai Natal até tão tarde, mas não me arrependo nada! Apesar das discussões com os meus amigos no 6º ano em que eu afirmava de forma confiante que o Pai Natal existia, quando já mais ninguém me apoiava porque já ninguém acreditava.

Vejam bem o que a minha irmã me fazia que até me suscitou a esperança de andar no trenó do Pai Natal, sendo que lhe escrevi uma carta a perguntar se podia dar uma voltinha rápida na noite de Natal, carta essa que deixei na sala acompanhada de doces.

Recordo-me também, com um sorriso na cara, do que o meu pai todos os anos dizia "Queres que eu te chame para o veres?", "Quando ele chegar eu chamo-te". Era sempre a mesma cantiga, mas ele acabava por nunca me chamar, mas negava este facto dizendo que eu é que não acordava.

Outra recordação que tenho é de uma manhã em que a minha irmã veio à casa de banho e depois corre a chamar-me à cama e disse-me "Ana, acorda! Eu vi o Pai Natal na sala" e depois acordei toda feliz, mas assustada por ter o Pai Natal em minha casa. Corremos para a sala, a minha irmã abre a porta devagarinho e com olhos de quem está muito assustada, vou entrando na ponta dos pés. No entanto, ele já se tinha ido embora! Confesso que até foi um alívio, porque eu estava com medo.

É horrível quando se percebe que o Pai Natal não existe. É uma desilusão, mesmo! Mas pronto, faz parte de crescer lidar com isso.

Beatriz, 17. Ciências e Tecnologias


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