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Delicate Notes

As memórias são para ser partilhadas

Há com cada uma...

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Esforço-me a estudar, passo noites mal dormidas, porque estudo até tarde, ando muito cansada. Cada vez tenho menos vontade de fazer alguma coisa. Só me apetece ficar em casa no quentinho e acordar só quando chegarem as férias de Natal. Parece que foi ontem que as aulas começaram, mas já só faltam 3 semanas para terminar o 1º período. O tempo passa a correr, daqui a nada estou eu a fazer os exames nacionais e isso assusta-me. Sinto-me como se fosse explodir, como se quisesse desistir disto tudo e simplesmente desligar o botão das preocupações. O que mais me deixa triste é o facto de apesar das notas estarem a ser boas, fico desiludida mesmo que seja com um Sat. Bastante. Claro que isto só acontece com aquelas que eu sabia que estudei e que esperava melhor. Aconteceu isso com o de Geografia. Esperava mais de 90, mas apenas um Sat. Bastante (a prof. não mete as percentagens). O teste tinha-me corrido bem, eu tinha estudado e sabia as coisas bem. Esperava uma melhor nota. Fiquei desiludida e sabia que podia ter feito melhor, mas pronto isso depois passou-me. Agora, estávamos a fazer a correção e reparo que a prof. se enganou a corrigir o meu teste, porque pôs-me mal e eu tinha colocado a resposta correta. Disse-lhe e ela sai-se com uma num tom arrogante "Está mal, corrije-se." e a olhar com uma cara como se fosse muito superior. Fiquei magoada. Primeiro porque uma pergunta que podia ter a cotação toda, não tenho porque a senhora não quis corrigir um erro seu. Sinceramente, eu nem sei se gosto ou não desta prof. Às vezes parece-me ser muito fixe, mas outras só apetece mesmo atirar-lhe um balde de água para ver se se cala.

Behind the Mask

Gosto do facto das pessoas que lêm o meu blog me possam imaginar na sua cabeça através do que eu aqui escrevo. É por isso que acho interessante o anonimato de um blog. É como quando se lê um livro, podemos imaginar tudo à nossa maneira. Por vezes, quando sai o filme, desilude-nos. Acho que com um blog se passa o mesmo. Pelo menos eu falo por mim. Através do que leio nos blogs que sigo, imagino quem estará por de trás daquelas palavras e sinto-me como se conhecesse aquela pessoa. Não sei se com vocês também é assim, mas eu prefiro, não só por uma questão de segurança, mas tendo em conta aquilo que eu referi em cima. Acho que isso é a magia de ter um blog!

Isto vai parecer lamechas

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Mas sinceramente, eu imagino-me com o blog durante muitos mais anos. Imagino-me a entrar na faculdade, quem sabe a casar-me e a ter filhos e ainda ter este blog. No final, teria aqui o conjunto de todas as minhas vivências e certamente que iria rir muito com o que escrevia. Era tão bom que isso acontecesse! Só o tempo o dirá..

Tenho de me habituar à ideia

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Por mais que tenha boas notas e que me esforçe, isso não irá mudar nada.
Quando tenho planos com as minhas amigas ou me convidam para alguma coisa, é rara a vez em que o meu pai me dá permissão (planos que impliquem mais responsabilidade). Parece que não me dá liberdade. Não me deixa crescer...Para ele continuo a ter 3 anos! Tem de me ir dando liberdade aos poucos. Os meus colegas têm más notas e dão-lhes castigos do género: não ir a festas de anos ou algo do género. Mas depois aparece algum plano/convite que exija mais responsabilidade e deixam-nos ir a todo o lado. Têm total liberdade! E eu não. Claro que também não quero que se deixem de importar comigo e me deixem fazer tudo, mas darem-me maior liberdade e confiança de vez em quando e aos poucos, acho que merecia. Por parte da minha mãe, esta liberdade é-me dada, o problema é quando a última palavra é do meu pai. Sinto-me injustiçada quando os outros podem e eu não, tendo eu consciência que sou responsável e merecia receber um voto de confiança. Também me farto de ser "a que não pode ir". Sei bem qual é a sensação de ficar em casa a pensar no que estou a perder e depois levar com as conversas e comentários "foi tão fixe" bla bla bla + as fotos que publicam nas redes sociais. Se mete inveja? Sim, faz-me sofrer por dentro. Faz-me sempre, sempre passar vergonhas. Por vezes penso se só faz isto para o meu bem, mas não consigo entender qual é o mal de certas coisas para a qual ele não me dá permissão. Que tem uma mente retrógada já se sabe, mas tem de evoluir! Se continua assim, a única coisa que me vai dar vontade é sair porta fora aos 18 para ir estudar para o estrangeiro ou outro local de Portugal, bem longe de casa, onde possa ter liberdade. Afinal se não aproveitar a vida agora, quando a vou aproveitar? Aos 30?

Beatriz, 17. Ciências e Tecnologias


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