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Delicate Notes

As memórias são para ser partilhadas

C.

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Na passada Quarta-feira foi um dia de emoções. Houve o confronto entre melhores amigas. A C. (de quem eu falei neste post) falou com a A. para resolverem as coisas que andavam a acumular há muito. Foi aí que ela lhe mostrou os cortes, porque a A. ainda não sabia e contou-lhe tudo. As emoções vieram ao de cima e a A. chorou a tarde inteira. Como não tivemos aula de EV, fomos para o nosso "cantinho" e foi um libertar de emoções...A A. culpava-se daquilo que está a acontecer à C., de não ter estado presente enquanto ela sofria isto tudo. Mas a verdade, é que isto não está a afetar só a C., mas a nós também! Aliás, está a magoar-nos muito. Ela agora parece que coloca um sorriso falso, forçado, como que uma máscara quando vem ter connosco, como que por obrigação. Desde Terça que não estamos com ela mais de 5 min. Basicamente só nos cumprimenta. E custa muito. Ainda custa mais chegar ao fb e ver fotos dela com outras pessoas a dizer "é destes momentos que nunca me vou esquecer", enquanto que se formos ver os álbuns dela, tem tantas fotos connosco! E é isto que eu não entendo. Se ela continua a mesma com os outros, se parece que não se passa nada com eles e que tudo continua tudo igual, porque é que connosco mudou tudo? Não entendo, não percebo. Na quinta tinha uma questão de aula de CN e arranjar concentração para estudar, foi dificil. Ora ia ver o fb dela, ou as nossas fotos, ou o tumblr e estive também a ler a nova fic dela, que basicamente é a sua história. Ela passou tudo o que está a viver, os cortes, os pais divorciados, tudo na fic. É como se fosse a maneira que ela encontrou de se expressar. Outra coisa que me preocupa é a descrição do tumblr: "sometimes, I'm tired of pretending I'm okay. Who see my arms can see what I suffer. Every day when I wake up I try go back to having courage to face the world again". E depois tem 2 ou 3 fotos e braços como ela tem o dela, em que uma diz que toda gente tem as suas cicatrizes da vida. E mais duas, uma delas está uma rapariga a chorar e por cima dos olhos tem uma faixa que diz "Fine" e a outra são duas amigas abraçadas e depois tem um tira a dizer "sorry, but everything change". Ainda esta noite sonhei com ela e com a gentinha toda da turma dela. E eu nem vi o braço dela, pois só a melhor amiga dela (A.) e a A. é que o viram, mas no sonho eu vi-o. E foi tão estranho. Enfim! Acho que este fim-de-semana vou aproveitar para desintoxicar-me de todas as coisas que aconteceram esta semana, também para me poder concentrar no estudo e conseguir ultrapassar todas estas coisas. Às vezes só me apetece fazer com que o tempo volte atrás, para não ter de passar por isto! Quero começar a nova semana que aí vem com a cabeça limpa e pronta para enfrentar o que aí vier. Um dia de cada vez! Ah, e se houver alguma coisa que me queiram perguntar, podem fazê-lo neste post.

 

Deixo-vos aqui esta música, porque descreve completamente aquilo que está a acontecer.

 
Letra )

Behind the Mask

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Penso que já está na altura de fazer um question time aqui no blog. Afinal de contas, já o tenho há um ano e acho que faz sentido, de modo a que possam fazer perguntas em relação a mim, ao blog, tudo o que quiserem, e como é óbvio eu responderei. Assim poderão conhecer melhor quem está por trás deste cantinho. 

Depressão

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Nem sei muito bem como falar deste assunto, pois é muito complicado. Não sou eu que estou a passar por isto, mas sim uma amiga minha. Foi hoje que se deu a revelação. Já há muito tempo que as coisas andavam tremidas e estranhas e aconteciam coisas que nós, o grupo de amigas dela, entendiamos de uma forma diferente, acabando por entender tudo ao contrário. Agora sim, tudo faz sentido. A maquilhagem como que para criar uma máscara, os desmaios, o facto de não ir ao ballet (que eu sempre soube que envolvia mais alguma coisa para além da desculpa que ela usava), a mudança de atitudes, a falta de alimentação e as pessoas com que se começava a dar. Sinceramente se me perguntarem se sei aquilo que ela está a passar? Não, não sei. Nunca estive numa situação parecida e não sei o que fazer para a ajudar, para fazer com que se sinta melhor. Sinto que a relação de nós as 5 nunca mais vai voltar a ser a mesma. As coisas vão mudar a partir daqui. A pressão acumulada foi tanta, que ela se cortou. Tem o braço completamente cortado até ao cotovelo. Pensamos sempre que acontece aos outros, mas depois quando acontece a nós ou a alguém próximo da qual gostamos, não sabemos como lidar. As emoções tornam-se tão fortes que faz com que tudo mude. Mesmo que nos preocupemos e façamos tudo, ela pensa que não o fazemos, que não nos preocupamos com ela, que não a entendemos. E o pior é que eu não sei o que fazer para melhorar as coisas, para a fazer sentir um pouco melhor. Agora arranjou um grupo de rapazes, que segundo ela é que são os "verdadeiros amigos", só porque a defenderam contra nós. CONTRA NÓS, disse bem. Parece que os papéis se inverteram. Nós que éramos tudo, passámos a ser nada para ela? Eles é que se tornaram o seu refúgio, porque segundo ela, eles entendem-na e apoiam-na. E nós, não? Será que não foi o que passámos o tempo todo a fazer? Sempre a tentar chamá-la à razão e aconselhá-la. Sempre a apoiá-la. Parece mentira o que está acontecer. Eu ainda estou perplexa e chocada com tudo isto. E faz-me imensa impressão como é que ninguém da família dá conta disso, como é possível? A mãe, os irmãos...Quando se despe, quando toma banho. Tenho medo de como as coisas vão ficar, qual é que vai ser o rumo que isto vai ter e onde é que a nossa amizade vai ficar no meio disto tudo. E principalmente, tenho medo do que ela pode fazer de pior ou que lhe pode acontecer, visto que ela sente que a vida não tem sentido. O futuro, só o tempo o dirá...Mas pergunto-me, como lidar com uma situação destas? Só a quantidade de vezes que apaguei e voltei a escrever as coisas, começei a escrever o post à 01h00 e são 01h29 e ainda estou a tentar passar as emoções para o "papel". Temos de acreditar que tudo vai voltar e com o tempo as coisas vão começar a ir ao lugar.

As escolhas

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Nunca pensei que as escolhas que tinha de tomar no 9º ano me dessem cabo da cabeça. Aliás, até ao final do 1º Período achava que não era nada de mais, apesar de todos se referirem ao 9º ano como um ano muito importante, pois vamos decidir a área que queremos. No entanto, agora que começo a pensar mais nisso e a pesar as coisas, começo a sentir-me confusa e com algumas dúvidas. Tenho a certeza da área que quero seguir no 10º ano: Ciências e Tecnologia. No entanto, existem outros fatores que me assustam, tais como o que fazer em relação ao conservatório, se hei-de continuar ou não. Por um lado já só me faltam 3 anos para concluir, mas por outro sinto que esse caminho já não me pertence mais. No secundário quero-me esforçar ao máximo, pois a média começa a contar e quero conseguir entrar naquilo que quero em concreto, que ainda não está decidido. Se agora, que estou no 9º ano a pressão em conciliar a escola com o conservatório já é muita, imaginem no secundário e isso assusta-me. Apesar de gostar do conservatório e cada ano que lá passei significar muito para mim, pois trago tantas boas memórias. Mas trago também choro, tristeza, pressão. Deixa-me nostálgica pensar que isso vai acabar, mas cada vez acho mais que o melhor é mesmo não continuar. Acho que recebemos um diploma por concluirmos o 5º grau, o que é muito bom, porque depois posso colocar isso no currículo e sei que estes anos que passei no conservatório não ficam perdidos. Quando andava no coro feminino, sempre pensei que mesmo que não continuasse, continuaria no coro. Agora que ele chegou ao fim, e que estou na merda de coro em que estou, sinto que não vale a pena continuar nisso. Depois para continuar piano, tenho automaticamente de continuar com FM, porque se não, não vou conseguir evoluir no instrumento e eu não percebo nada de FM. Sei que os meus pais, faziam todo o gosto em que eu continuasse e sei que se levar esta ideia avante , eles vão ficar desiludidos, mas antes deles tenho de pensar em mim e naquilo que eu verdadeiramente quero, já para não falar do quanto mais livre me iria sentir sem a carga horária do conservatório. Outra das coisas que me aflige é que eu também adoro cantar e gostava de o continuar a fazer, aliás eu adorava cantar a solo, fazer musicais, sei lá. Por outro lado, tenho o ballet. Outra que coisa que adoro, mas não, não sou daquelas meninas que sempre disse que queria ser bailarina desde pequena, mas quando vi a minha irmã a fazê-lo quis logo entrar também e até hoje ainda não saí. Também sei que isto vai ser algo que vai estar presente no meu currículo, pois faço exames todos os anos para passar de grau e isto sim, tenho a certeza de que irei acabar e fazer até ao 8º grau e quem sabe os advances. Adorava depois disto ter saída e passar uns anos em digressões de bailados. Era algo que me dava bastante gosto, mas uma bailarina não dura para sempre e assim que atinge os seus 30 e poucos anos já começa a ser tempo de dar lugar às mais novas. Voltando agora à questão da música. No mundo da música ou se é o melhor naquilo que se faz ou então podemos ficar a ver navios. Ou se estuda ou se estuda. Conheco pessoas que estão a estudar na Metroplitana e assim e que se levantam às 05h da manhã e chegam a casa às 21h. Chegam a estudar 8 horas por dia o instrumento, fazendo apenas pausas para comer. E eu não tenho fôlego para essa vida, por isso apesar de gostar de concluir o conservatório, acho que é algo para a qual eu não fui feita e iria ser bastante dificil ser boa em ambas as coisas. E afinal de contas, se não pretendo seguir música, vou estar a prejudicar as minhas notas na escola por esse motivo? Sabendo que é a escola que me vai dar entrada na faculdade para aquilo que eu quero? Mas não sei de nada. A minha cabeça está a mil. Sinto-me perdida, não sei o que ando aqui a fazer nem para onde ir, que caminho seguir. Só espero conseguir planear tudo, de modo a que mais tarde não me venha a arrepender dessa escolha. E só para concluir, não estou a gostar nada de ter de fazer estas escolhas. Nada mesmo.

Hoje é dia de estudo

Amanhã é o meu primeiro teste do ano e do 2º período. Esta tarde vai ser dedicada ao estudo dos Lusíadas (que sinceramente, é uma seca) e a toda a gramática que dei desde o 7º ano. O teste vai ter o modelo de exame nacional. Anda aqui uma pessoa ainda a sentir-se em férias, com o espírito de férias e quando dou por mim, tenho teste de Português já amanhã. Tão bom, não é?

E regressamos à rotina.

A sério que eu não me entendo a mim própria. Durante as férias, confesso que senti um pouco de saudades das aulas. Quando as férias são sinónimo de ficar em casa o dia inteiro a ver filmes e séries (sim, parece um bom programa, mas experimentem fazê-lo por dias consecutivos!) não é difícil sentir saudades das aulas. Mas sinceramente, agora que me está a cheirar à rotina e só de pensar que tenho de voltar a colocar os alarmes do telemóvel ativos, até me dá uma coisinha má. Vá, mais uns diazinhos de ronha não fazia mal a ninguém. E depois também, começar as aulas a uma Quinta é só mesmo para ir lá visitar a escola. Mais valia começar só na Segunda, mas não...Quero ver se melhoro as minhas notas este período, apesar de terem sido boas, quero voltar ao habitual. Os exames também se começam a aproximar, quero ver se compro aqueles livros da Porto Editora de preparação para o exame e pronto, é isto! Um bom regresso! 

Beatriz, 17. Ciências e Tecnologias


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