Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Delicate Notes

As memórias são para ser partilhadas

2015 em RETROSPETIVA

Imagem de fireworks, light, and sky

Não fiz esta retrospetiva antes porque até agora pensei que não o ia fazer. Não me farto de dizer que sinto o tempo a passar demasiado rápido. Tão rápido, tão rápido que tenho a perceção de só ter sentido 2015 à superfície. Soube-me a pouco. Contudo, este sentimento não faz com que não esteja grata por tudo o que tenho de bom, porque o estou.

Em 2015 senti-me como que a sufocar. Senti-me insegura como nunca antes me tinha sentido, autoestima em baixo mais do que o normal, ansiedade e pressão sempre a marcarem presença nos meus dias. 

Em 2015 as amizades estiveram constantemente à prova. Percebi que nem tudo é um mar de rosas e que à medida que vamos crescendo e moldando a nossa personalidade, vamos entendendo aquilo que não gostamos nos outros. E isso acontece com os outros também. E por isso, em 2015 aprendi a saber com quem posso contar realmente e eliminei algumas pessoas da minha vida. Confesso que isso ainda me custa um bocadinho, porque eram amizades com muitos anos, mas sinto que é melhor assim.

Em 2015 saí do ballet. Dos 3 aos 16 nunca parei de dançar. Mas foi em 2015 que chegou a hora de deixar as sapatilhas de ponta a um canto. Sinto saudades de dançar, mas não sinto nem um pouco de saudades do sítio onde dançava e do ambiente que lá se vivia.

Em 2015 fui invadida por uma sensação de impotência em relação a várias situações. 

Em 2015 dei ainda mais valor às pequenas coisas. Para mim o café e pastel de nata com a minha irmã que virou rotina sabe-me pela vida e é algo tão simples!

Em 2015 fui pela primeira vez a um concerto no Meo Arena, dos The Script, tive uma visita de estudo de dois dias pela costa Vicentina e tive o Verão mais curto de sempre graças aos exames.

Em 2015 tive bons momentos, mas não um bom ano. Quando olho para trás, é disto que me recordo. Nada mais.

Bye bye 2015!

Fevereiro

Untitled

Ainda ontem estava a decidir o que vestir e como ia ser a passagem de ano. E agora já estamos a entrar no florido mês de Março. 60 dias de 2015 estão feitos.

Fevereiro foi um mês de mixed feelings. De extremos. De momentos muito bons a momentos mais sensíveis. As primeiras semanas foram vividas numa ansiedade pela chegada do Carnaval, que rapidamente se perdeu, visto que a semana que o antecedeu foi horrível. Basica-me arrastava-me para todo o lado. Cumpria as minhas obrigações, mas completamente em baixo. Apetecia-me só ficar no meu canto, não ter de ver pessoas todos os dias e lidar com determinadas situações. Precisava desesperadamente daqueles 3 dias em casa no Carnaval. Hormonas - são as culpadas disto tudo! 

O Carnaval foi como que a linha de separação entre dias menos bons e dias em que esqueci as responsabilidades e concentrei-me em divertir-me apenas. Depois disso era pensar que faltava 1 mês. 1 mês apenas e estava de férias outra vez. Mais um esforço. Para mim o secundário não estão a ser os melhores anos da minha vida. Estão a ser sim os mais desgastantes e que me deixam em baixo com muita facilidade. Felizmente este mês trouxe nova música: o novo álbum dos Imagine Dragons que não páro de ouvir e que me serve de escape para me absorver do mundo. Melhora o meu dia, definitivamente. 

Contudo, o último fim-de-semana de Fevereiro acabou da melhor maneira. Sexta-feira à noite fomos ver o concerto de um amigo nosso e depois fomos conhecer um café-bar que abriu aqui na zona há uns meses e que tem uma vista linda! Depois disso fomos para a casa dele e estivémos lá até pouco depois da meia-noite para cantarmos os parabéns ao nosso amigo de infância D. Foi uma noite diferente, para não cair na monotonia das noites de sexta estendida no sofá e a prova de que não é preciso muito para ser feliz! Sábado foi dia dos anos desse nosso amigo e à noite fui com a minha irmã às compras e para terminar em grande, um café com natas perto da 1 da manhã. Agora que venha a Primavera, o calor de Primavera, o horário de Verão, os dias mais longos. 

Janeiro

Effortless Teddy Bear : Alexa Dagmar

Este mês passou rápido. E ao mesmo tempo, demorou a passar. Os dias de Janeiro são duros e melancólicos. É um grande contraste com Dezembro, que é um mês marcado por festividades. Janeiro é encarar de novo a realidade, mas tentar fazer dela algo melhor. Janeiro é o início de 12 meses. As noites são longas, a chuva que bate contra a janela é intensa e o frio não é convidativo a sair da cama pela manhã. O Verão ainda está longe e até lá, muito trabalho ainda, mas já toda a gente só pensa nele. Eu, devo confessar que este ano ainda não me fartei do Inverno. Claro que as novas coleções a surgirem nas lojas me fazem querer dias solarengos, mas penso que o Inverno, apesar de rigoroso, também já nos premiou com dias solarengos de Inverno que eu adoro! 

Janeiro foi um bom mês. A passagem de ano foi boa, a melhor que já tive, provavelmente. Entre fogo de artifício na praia com a minha melhor amiga e terminar a noite a dançar, entrei com o pé direito. Poucos dias depois, cantei as Janeiras pela segunda vez consecutiva, voltei à rotina e a verdade é que não estou muito cansada. Sinto-me com força para estudar. Não sei o que fiz de especial nas férias de Natal, mas acho que recarreguei realmente baterias. Este mês foi marcado também por ir a vários concertos, sair mais. Concerto de Ano Novo, de ensemble de violoncelos (onde toca uma amiga), teatro "Oriana". Apesar de ser tudo no local onde vivo, dá para sair da rotina, divertir-me e abstrair-me um pouco de tudo o que tenho para fazer.

Uma das pessoas que tinha jurado deixar em 2014, como sempre tem o poder de se apoderar de mim, e voltou em 2015. Eu apostei logo que até Fevereiro ele voltava a falar e com a conversa do costume. Bingo. Quem não o conheça, que o compre.

Às vezes sinto-me ainda um pouco perdida. Com os amigos, com aquilo que vou fazer se não conseguir atingir o meu objetivo em relação à faculdade, a desmotivação no ballet, enfim. Mas acho que aos poucos me vou encontrando, definindo bem o que quero para mim e o que quero deixar para trás. Sinto-me mesmo a crescer. A ter uma opinião definida sobre vários assuntos relativos ao mundo que me rodeia, a conseguir pensar por mim própria, a ter a capacidade de resolver pequenos problemas sozinha e de ir conquistando independência a pouco e pouco. Sinto-me mesmo a crescer! 

Janeiro foi um bom mês, sem nada de relevante, mas ainda assim bom. Este já está, agora podes vir Fevereiro.

Do Ano Novo

#123564

1) Ainda hei-de entender quem inventou a tradição de comer as 12 passadas a acompanhar as 12 badaladas. É que passas é só a pior coisa de sempre. Não podia ser antes chocolates da Kinder?

2) Quem é que este ano não tinha cuequinhas azuis para estrear na passagem de ano? Eu! Não que seja muito supersticiosa, mas desde que me lembro que na passagem de ano tinha sempre umas. Este ano falhei. Só espero que isto não me trame o resto do ano.

3) Ah..e já agora..Já vos disse que não gosto nada da passagem de ano? Gosto do significado, mas detesto que seja no Inverno e a mim só me dá vontade de passar o último dia do ano a rebolar na cama. 

4) Contudo este ano nem me posso queixar. Foi provavelmente a melhor passagem de ano que já tive. 

Beatriz, 17. Ciências e Tecnologias


Seguir

Follow

Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2014
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2013
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2012
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2011
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D