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Delicate Notes

As memórias são para ser partilhadas

"Como é linda a puta da vida"

Imagem de clothes, fashion, and model

Não punha aqui os pés desde Outubro e sinceramente não me sinto muito arrependida por isso. Já não me sinto tão presa ao blog como me sentia há uns tempos e acho que foi o facto de ter imposto a mim própria posts regulares que acabou por me fazer afastar. Decidi que vou escrever quando me apetece, quanto tiver vontade de, tenha eu pessoas que me leiam ou não. Afinal de contas aquilo que aqui escrevo, antes de ser para partilhar com quem está desse lado, é para mim. Para me libertar, para desabafar e porque gosto realmente de escrever e não como uma obrigação.

Farto-me aqui de dizer que o tempo me assusta. Eu bem dizia que o 12º ano passa a correr. O 1º período está quase no fim, passou a correr e é dos mais longos. Não tarda nada estou na faculdade e esse é um dos primeiros problemas da minha vida. Por um lado sinto um sufoco enorme, uma vontade de sair daquela escola, afinal de contas estou ali desde o 7º ano. Preciso de uma nova rotina, de pessoas novas, novas experiências. Estou mesmo cheia do secundário. Mas tudo isto era muito simples se eu conseguisse simplesmente entrar no curso que quero. Foda-se! Foda-se, foda-se! Não consigo. E tenho duas hipóteses: 1) escolher outro curso e sentir-me frustada o resto da vida por me contentar com outra coisa e ficar sempre com a consciência perturbada por não ter sido boa o suficiente ou 2) ir para o estrangeiro. Esta segunda opção parece-me a melhor, mas quando penso em tudo o que vou ter de abdicar por isso, apetece-me chorar. É que não são 3 ou 4 anos lá fora. São 6, 6! Quanta coisa muda em 6 anos? Se calhar o sonho de muitos era estudarem lá fora, mas não era o meu. Deixar para trás a família, os amigos, a vida universitária cá em Portugal, o F. É bom sair da zona de conforto sim, mas quando penso em ir para o estrangeiro parece-me sempre que vou perder tanta coisa aqui, tanta. E tudo porque não tenho média suficiente. Porque uma pessoa com média de 17 cá em Portugal não é digna de ser médico, não tem vocação. Só os crânios de 19,5 é que têm. Portanto como vêm, estou muito segura do que vou fazer em Julho do próximo ano e isso não me assusta nada.

Depois as minhas relações estão no seu auge. Já para não falar de amigos que já não são o que eram e eu, enganada, na minha inocência, que esses iam ser sempre. Mas com isso posso eu bem. Agora eu nunca fui uma pessoa de grandes afetos, tenho dificuldade em mostrar os sentimentos e isso irrita-me. Porque eu não sou insensível, eu tenho sentimentos, só não os consigo demonstrar. E depois sinto-me a ficar para trás. Eu nunca fui de precisar de alguém, aliás, eu sempre valorizei bastante estar solteira, não ter de depender de ninguém. Mas quando toda a gente à minha volta começa a ter alguém, começa a experimentar novas coisas nos relacionamentos que eu nunca tive oportunidade porque simplesmente nunca me consigo entregar a alguém verdadeiramente. E ou consigo, ou não faz sentido para mim estar com a pessoa, sinto-me mal. Acho que tenho um sério problema de ter os padrões demasiado elevados ahah E depois o F. A grande novidade que eu referi em cima. Começámos a falar nos meus anos, entretanto passaram 3 meses. Ele está em Lisboa, eu estou do outro lado da ponte. Ele na faculdade, eu no secundário e se para o ano for para o estrangeiro, estão mesmo a ver isto a resultar, não estão? Entretanto está difícil encontrarmo-nos com a altura de testes e exames que aí vem para ele. Problemas mesmo adolescentes, não são? Juro-vos que não estou a ser uma adolescente problemática, sou demasiado racional até, mas tenho aquelas alterações de humor bipolares e num momento em que estou aos pulos em cima da cama com uma felicidade que me transborda, no dia seguinte consigo estar deprimida ou a chorar compulsivamente sem motivo aparente. Acho eu que é sem motivo aparente, porque cada vez mais acho que afinal é por tudo. Por tudo o que está mal e confuso. E quando tudo se junta há assim uma libertação instantânea de tudo. Este texto foi mais ou menos isso. Uma libertação instantânea de tudo.

Último regresso às aulas no Secundário

The essence of joy | via Tumblr

A primeira semana já está. E não soubesse eu o quão rápido o tempo passa, diria que ainda falta muito até ao final do ano. Mas a verdade é que não falta! Um ano passa a correr e quando der por ele, já passou. 

Todos dizem que o 12º é o melhor ano do secundário. E eu não duvido disso: melhor horário, viagem e baile de finalistas, apenas quatro disciplinas escolhidas por nós consoante as nossas preferências e supostamente os amigos! Mas as escolhas de disciplinas obrigam a mudanças de turmas e isso implica que partilhemos as aulas rodeadas de pessoas que talvez não sejam as que mais preferimos, mas isso faz parte, seja na escola, seja no trabalho um dia mais tarde.

Sinceramente, já só anseio por ir para a faculdade. Estou farta daquela escola, do ambiente, das mesmas pessoas. Afinal, estou lá desde o meu 7º ano. Mas agora resta-me aguentar mais um ano e fazer dele, o melhor possível! :)

12º ano aí vou eu!

Collections Riot Girly at Nasty Gal

Sabem aquela sensação que nós temos quando somos mais pequenos e vamos para o 7º ano numa escola secundária e pensamos que os alunos do 12º já são tão crescidos? E agora, vou hoje matricular-me no 12º ano e vejo que não passo de uma pita. Na realidade, não sou assim tão crescida como os imaginava a eles, os miúdos mais pequenos não olham para mim com um brilhinho nos olhos como eu olhava para os mais velhos e está tudo igual, no fundo. Eu no 12º ano, eu a um ano (se tudo correr bem!) de me candidatar à faculdade parece surreal. E assim se passaram quase 12 anos num ápice.

Expectativas para o próximo ano? Confesso que tenho algumas! Tal como o meu 9º ano foi dos melhores anos escolares, assim espero que o 12º o seja também. Geralmente os anos de fecho de ciclo têm sempre outro sabor. Para o ano vou ter uma nova turma, novas pessoas, provavelmente novos professores. É o ano de continuar a manter amizades antigas e consolidar as novas. O ano de finalista, marcado pela viagem e baile de finalistas, que confesso, aguardo com alguma ansiedade. 2016 tem tudo para ser um bom ano, marcado com bons momentos. Agora é aproveitar as férias (que só chegam na segunda-feira às 16h30) e recarregar baterias para iniciar o último ano do secundário. Estou crescida, han?  

(Pré)-Saber a nota dos exames

Amanhã saem as notas dos exames e a pontada de nervos na barriga já se instalou. Apesar de com os critérios de avaliação já dar para ter uma noção, esta espera dá-me nervos. Física e Química correu bem, o mesmo não se pode dizer de Biologia. Amanhã lá estou para percorrer aqueles corredores e olhar para a pauta. Mas quase de certeza que digo olá à segunda-fase a Biologia. Logo se verá! 

2º Período ✓

Se o 1º Período passou num abrir e fechar de olhos, então o 2º nem dei por ele. Quanto mais pequenos os períodos são, pior é. Aumenta a pressão, o trabalho aperta e tudo o que no 1º se fez com mais calma, agora temos de conseguir fazer em menos tempo, sem ter espaço para respirar. Desde a paragem do Carnaval, que não houve uma semana em que não tivesse testes ou trabalhos. 

Este período vou ter as piores notas que já tive desde sempre. Para muitos, são ótimas notas. Para mim, não chegam. Não sabem o quão irritante é perder pontos por distração, por exercícios que à frente no teste resolvi bem e atrás não, por deixar os cálculos no enunciado em vez de os passar para a folha de teste. É mesmo daquelas situações para me deixar revoltada por dias e chateada comigo mesma. Às vezes a minha maior inimiga sou mesmo eu. Porque rapidamente um 16 passava a 18, ou até mesmo um 17 a 20. E cada décima conta. Mas cada vez mais tento não pensar na situação. Já está, já está, não há nada que possa fazer. 

Apesar de ir ter as piores notas que já tive em todos os períodos do Secundário, o que acabaria por levar à conclusão de que este período foi o pior para mim, não é isso que sinto. Se recordar como eu estava no ano passado, no meu 10º ano, estava muito mais desgastada, sem forças e exausta. Não estava habituada a não ser a melhor da turma e a estudar e não obter as notas que queria. Acho que é mesmo por ter sido o ano de adaptação. Agora, embora cansada de tudo, não me sinto tão mal como no ano passado por esta altura. É estranho.

Após muitos dias de preguiça, decidi voltar a escrever aqui. E é para durar. Pelo menos até começar o 3º Período. Até já.

Pelo Ensino Artístico, acordai!

Tendo sido aluna do articulado durante 5 anos e continuar a ter aulas no Conservatório, embora seja em Regime Livre, não podia deixar passar em branco o que está a acontecer com vários conservatórios espalhados pelo país. Foi através da música que hoje se manifestaram centenas de alunos, professores e músicos, incluindo amigos meus e conhecidos em frente ao Ministério da Educação, numa ação de protesto devido ao atraso, que já se prolonga por vários meses, dos salários dos professores e comparticipação do Estado para cada aluno. Se acho que a manifestação irá fazer com que algo mude? Não. Tal como em outro setor as manifestações pouco resolvem, aqui não seria diferente. Contudo, esta foi uma manifestação pelo amor à música.

No conservatório que frequento, os professores continuam a trabalhar sem qualquer remuneração. Mas até quando irá ser possível sustentar isto? O ensino artístico especializado envolve 110 escolas com cerca de 24 mil alunos e 3.500 professores, tenho algumas já fechado por ser uma situação insustentável. É realmente uma falta de respeito, por todos os profissionais na área, pelos alunos que ficam impossibilitados de ter instrução e a cima de tudo, pela cultura. Acordai.

Os Maias (ou O grande pesadelo)

A parte do "grande pesadelo" foi o meu pensamento quando peguei no calhamaço estas férias de Natal e pensei que nunca mais o ia acabar de ler, com as suas descrições de 30 páginas e capítulos infindáveis. E dei-me na cabeça por não o ter despachado logo nas férias de Verão, ato pouco inteligente e que agora me poupava dores de cabeça, mas não. Se eu posso deixar tudo para a última, então deixa-se. Mas a rapariga que sempre disse que não ia ler essas obras (só garganta), que os resumos chegavam e que tinha boa nota na mesma, acaba de vir aqui confessar, que afinal até está a gostar de ler Os Maias e tem vontade de ler mais. Vou para o capítulo VII e até que estou entusiasmada! Não garanto que o acabe, mas pelo menos não é o bicho-papão que eu pintava. A história é bastante interessante até. E fico-me por aqui.

A vida antes do secundário

 

Tenho saudades da minha vida antes do secundário. Saudades de me rir espontâneamente com o meu grupo de amigos todos os dias. De os ter comigo e de estarmos todos juntos todos os dias. A verdade é que, mesmo tendo dito que a adaptação a estar longe das pessoas que conhecia, na altura, há nove anos ou mais foi fácil, quando se conhece as duas realidades, escolhia o antes. Saudades de ter a minha irmã em casa e poder partilhar momentos que antes eram diários e que agora se tornaram menos frequentes. Saudades de poder ver as minhas séries favoritas. De acordar tarde ou simplesmente de acordar sem sentir que apenas fechei os olhos. Amanhã voltamos à rotina. 

Já é Dezembro (outra vez)

Eu sei, eu sei que já passou uma semana desde que Dezembro chegou. Mas não podia deixar de escrever aqui sobre isso. Outubro e Novembro passaram a correr. Contudo, é com um grande suspiro que vejo Novembro acabado. Dizem que este é o maior período letivo e se este passou com esta rapidez, nem quero imaginar os próximos. Claro que isto era tudo muito bom se eu em Junho ficasse logo de férias, mas não! Tenho exames. 

Novembro foi intenso e especialmente cansativo. O meu último teste foi de Física, pelo que apesar de já estar mais aliviada nessa semana, o teste exige uma preparação de 39485 exercícios e ainda ter de rever matéria do ano anterior, pelo que se pode dizer que terminei em beleza. Pelo meio disto tudo, basicamente eu ia à cama descansar as pestanas e quando dava por mim já era hora de começar o dia outra vez. Dia esse que nada de novo me traria. Cada vez mais sou apologista da ideia de que o dia devia ter mais de 24h. É que simplesmente não dá para fazer tudo o que preciso.

Agora que o stress da escola já diminuiu, vou tentar organizar-me quanto às séries que tenho para ver e para isso descobri uma aplicação muito útil que se chama TV Show Time e onde podem selecionar as vossas séries favoritas, marcar os episódios que vos faltam ver ou até saber quando é que os diferentes episódios serão transmitidos (nos EUA, claro) ou até quanto tempo da vossa vida passaram a ver séries. A juntar às séries, não esquecer os sessenta e tal filmes que tenho agendados.

Quanto a Dezembro, é sempre o mês de fazer o balanço do ano que passou, de fazer uma retrospetiva e é como que organizar o novo começo. E eu gosto disso. Gosto muito deste mês! 

Beatriz, 17. Ciências e Tecnologias


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