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Delicate Notes

As memórias são para ser partilhadas

A redacção dos sobreviventes

Uma semana depois do ataque ao jornal satírico Charlie Hebdo, sairá nas bancas a nova edição da revista, que vai contar com três milhões de exemplares. Na capa, encontramos uma caricatura do profeta Maomé com uma lágrima no olho e a segurar um cartaz com a frase “Je suis Charlie”, podendo ainda ler-se, em cima, "Tudo está perdoado". Esta caricatura tem a assinatura de "Luz" que só não morreu no atentado porque chegou tarde à reunião que estava a acontecer na redação do jornal. E diga-se que a caricatura está genial! Os sobreviventes garantem que não irão ceder e que se irão manter fiéis a si mesmos. A nós, resta-nos agradecer-lhes. Obrigada por não cederem aos ideais impostos pelos terroristas, por lutarem pela liberdade. Por não deixarem que condicionem, num regime democrático, o direito a expressarmos as nossas ideias. Por não baixarem os braços. Por lutarem por um direito que não está garantido. Por lutarem por algo que nos diz respeito a todos.

Mataram os jornalistas para os calar. Mas para o medo sair vitorioso, teriam de nos matar a todos.

Je suis Charlie.

#JeSuisCharlie

Link permanente da imagem incorporada

Ver humor ter como resposta violência e morte - é, tristemente, o fim do mundo.

                                                                                                                          Nuno Markl

Foi ontem pelas 11h30 em Lisboa que um tiroteio na revista satírica "Charlie Hebdo" que ficou mundialmente conhecida por publicar caricaturas de Maomé, em 2012, fez 12 mortos, 9 feridos, quatro deles em absoluto risco de vida. Confesso que não conhecia o jornal em questão, nem o conteúdo que nele era publicado e também não tinha assistido às notícias. Contudo, quando comecei a ver as redes sociais a manifestarem-se através da hashtag #JeSuisCharlie, decidi informar-me do que se tratava. O que aconteceu ontem não é apenas um ataque a um jornal francês. O que aconteceu ontem é um ataque à liberdade de expressão e àquilo em que acreditamos e que, por isso, nos diz respeito a todos. É bom ver que nestas situações, estamos todos unidos e lutamos por um direito que não devemos tomar por garantido. E o argumento utilizado para justificar estes atentados: a religião. É muito importante o respeito pelos outros, afinal a nossa liberdade acaba onde começa a do outro. E compreendo que tal como para os cristãos é uma ofensa brincarem com a imagem do Papa ou de Cristo, o mesmo acontece com os muçulmanos. E quando passam dos limites e as brincadeiras se tornam duvidosas e pouco respeitosas também não gostem. Mas nada disto justifica estes atentados. Nada. Mas eles marcam a diferença, fazem com que nunca nos esqueçamos destes atos de terrorismo e para isso, eles MATAM. Agora a solução para impingir aos outros as nossas crenças e convicções é matar? Ah, se não têm os mesmos ideais que eu vou matá-los. É inteligente, realmente.

De louvar é a simplesmente fantástica capa de hoje do jornal belga De Tijd, que desta forma se manifesta.

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