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Delicate Notes

As memórias são para ser partilhadas

D. again

I want to see you be brave.

Eu pensava que o post em relação ao pedido de desculpas dele ia ser o último. O último em que eu falaria disto aqui. Mas não, porque ele tem sempre o dom de me trocar as voltas cada vez que estou a ficar melhor. 

No Domingo a seguir ao jantar da SFH, mandou-me mensagem. Curioso, que é sempre depois de me ver que se lembra de me dizer qualquer coisa. Como se fosse o seu ponto fraco. Enquanto não me vê, fica tudo bem. Quando me vê, lembra-se que existo. A mensagem referia-se ao facto de eu ter ido perguntar à melhor amiga dele, que também é minha amiga, se tinha sido ela a dizer-lhe para me pedir desculpa. É que no dia anterior a isso, eu tinha falado com ela e disse que só queria um pedido de desculpas sincero, então achei estranho. E ele disse-me porque é que não tinha confiado nele e tinha de ter ido perguntar à M. Isto teve realmente piada. Confiar nele? Confiança foi tudo aquilo que ele quebrou e que com os últimos acontecimentos não me parece que a vá recuperar. Basicamente a conversa não desenvolveu muito, porque eu mostrei-me sempre fria, como se pouco me importasse o que ele tinha para dizer. Ele começou logo com coisas se eu gostava do T. porque tínhamos estado "muito juntinhos". Isto é no mínimo ridículo. Eu e o T. somos amigos muito próximos. Conhecemo-nos desde a primária e contamos tudo ao outro. Agora já não podemos estar juntos num sítio a conversar? Nem lhe respondi mais. Aliás, ele só faz isto com medo que eu tenha outra pessoa. Porque ele pode seguir com a vida dele, mas eu não. Eu tenho de estar disponível para ele voltar quando quiser. Mas para mim já chega.

Quinta-feira de manhã, dia 16 de Outubro, recebo uma mensagem a perguntar se tinha saudades de falar com ele. Não respondi. Não valia a pena alimentar mais isto. À noite tinha uma mensagem a dizer "Porque é que não respondes? Eu sei que fui estúpido em fazer tanta merda, mas podias odiar-me menos e falar comigo." Disse-lhe que não tinha nada para lhe dizer. Mas depois a conversa começou a avançar e a tomar um rumo que não me estava a agradar. Se ainda gostava dele, se sentia falta dele, que ele podia ter inventado a história da vingança só para ficar com a V. e na realidade nunca ter gozado comigo, que já fez muita merda a mim e à V., mas que só de uma é que sente verdadeiramente falta. E daqui progredimos para um "quero-te de volta". Só se fosse parva é que eu cedia a estes joguinhos. Antes de gostarmos de uma pessoa, temos de gostar de nós próprios. Amor próprio é fundamental para superar estas situações. Ele não tem noção das coisas que anda a dizer a uma e a outra e das pessoas que anda a magoar. Se pensava que me ia ter sempre ali cada vez que saltita entre mim e ela, estava enganado. Porque chega a um ponto em que acabou, chega. Não se estala simplesmente os dedos e as coisas acontecem e fica tudo bem. Perdoar é fácil, mas voltar a ter confiança é uma história completamente diferente. 

Tudo isto me deixou reticente entre contar ou não contar à V. Tendo em conta que da última vez que uma coisa destas aconteceu, há quase um mês atrás, falámos, eu considerei o peso das duas. Contar porque ela merecia saber e eu gostava que ela fizesse o mesmo comigo, caso eu namorasse com ele e nas costas ele andar a fazer isto. Não contar porque não queria ser motivo de desentendimento entre eles ou que achasse que lhe estava a contar com segundas intenções. Decidi contar-lhe, falar com ela e saber se eles tinham acabado, o que tinha acontecido. Basicamente eu tinha-o confrontado com o facto de saber que se eu dissesse que não, ele voltava para ela, mesmo dizendo que gostava de mim e que não entendia isso. Para mim é impensável estar com uma pessoa diferente da que gosto. 

Ela contou-me então que ele tinha dado um tempo. Nesse mesmo dia, ele pediu-lhe uns dias para pensar. Ou seja, adivinhem só para quê! Esses dias eram os dias em que ele me ia encher a cabeça com falinhas mansas e rezar para que eu aceitasse voltar para ele. Caso isso acontecesse, ele acabava com ela. Se eu dissesse não, ele continuava a namorar com ela como se nunca tivesse acontecido o percalço "eu" pelo caminho. Basicamente eu e a V. unimo-nos e eu mandei-lhe mensagem a dizer que desistisse porque queria seguir em frente. Tal como prevíamos, passado uns segundos ela já tinha uma mensagem dele a dizer que já tinha pensado, para ela esquecer e que estavam bem. Bingo! O que ele não esperava era que logo de seguida levasse com uma mensagem dela a acabar com tudo. Claro que ele a seguir a isso, só se enterrou e não justificou nada das suas atitudes, revertendo o facto de terem acabado para a distância e não para aquilo que tinha acabado de fazer comigo. Enfim. Sinceramente eu tive medo que ela cedesse. Que voltasse para ele. Porque ela nessa sentido é mais frágil que eu, cai mais facilmente na conversa. Tanto que voltou para ele após coisas às quais eu nunca me sujeitaria. Mas por agora, ela tem-se mantido forte. Esta coisas realmente só fazem com que o sentido diminua cada vez mais rápido. E por mim, tudo bem. Visto que agora nem o vou ver durante meses, torna tudo mais fácil. Mas esta história ainda vai voltar. Se já dura há quase 3 anos, os capítulos do desespero do Diogo parte 39875 ainda está para vir! Não percam.

Ele pediu desculpa

E queria que ficássemos amigos. Pena que só agora se preocupe com isso. Agora é tarde. Demais. Não preciso de desculpas se ainda não tiver percebido o quanto me magoou e que sirvam apenas para lhe tirar o peso da consciência.

Dar tempo ao tempo

Bc i miss you.

São os se's que nos ficam a ecoar na cabeça. As palavras por dizer, as decisões precipitadas e os beijos não dados. O tempo perdido. Porque quando damos conta, já passou, já aconteceu. E não o vivemos. 

15 de Setembro. O meu dia de anos e a mensagem de aniversário que mais queria receber era a dele. Queria ver se ia ser carinhoso comigo ou se ia manter a distância ou se nem se quer me ia dar os parabéns. Mas deu. Acordei logo de manhã com a mensagem dele, distante, mas ainda assim uma mensagem. Eu tinha dito a mim mesma que não ia deixar a amizade ficar para trás, que ia lutar por isto. E foi isso que fiz. Nesse dia falámos sobre o primeiro dia na Metropolitana e a conversa foi distante, como conhecidos a conhecerem-se. Foi então que, após ele ir dormir lhe deixei uma mensagem a dizer que não estava disposta a perder a nossa amizade e que quer ele quisesse, quer não, eu ia chateá-lo de vez em quando para saber como ele estava. E foi aqui que as coisas começaram a melhorar. A resposta dele fez-me andar com um sorriso nos lábios durante as primeiras duas semanas de aulas. Fomos falando, um bocadinho cada dia era suficiente para me confortar. Para sentir que ainda era um bocadinho meu. Eu achava mesmo que as coisas, com o tempo, iam voltar ao lugar. Falávamos como se nunca tivessemos acabado. Na altura em que tomei esta decisão, a 29 de Agosto, eu disse-lhe que se me arrependesse eu é que teria de levar com as consequências. E por isso mesmo, não fui falar com ele nunca, mesmo estando a sofrer. Se não tivesse sido ele, a voltar a falar comigo, a dar-me esperanças...Mensagens que eu acreditava serem verdade. 

29 de Setembro. Duas semanas passaram e eu tinha a sensação de o ter perdido. Não falávamos desde Sexta. Até que foi aqui que a bomba rebentou. Ele voltou para a V. O que eu tanto temia, aconteceu. E todo este tempo, ele fez isto para se vingar de mim, porque segundo ele andei a gozar com a cara dele. Sim, porque eu terminei com ele porque me deu gozo, por gosto de o fazer sentir mal. Coitadinho, deve ter sofrido tanto. Basicamente, enquanto tentava resolver as coisas com a V., dava-me esperanças como se fossemos voltar. A M. (melhor amiga dele e grande amiga minha) e a V. achavam que ele estava a resolver as coisas como deve de ser. Que já me tinha contado que tinham voltado. Mais uma mentira. Ele não me disse nada e disse-lhes a elas que já me tinha contado. Na noite de segunda-feira não chorei. O que sentia era mais raiva que outra coisa. A V. veio falar comigo e digo-vos que a conversa me soube bem. Finalmente pusemos assuntos que trazíamos atravessados há anos em cima da mesa e esclarecemo-los. Fiquei admirada com a atitude dela, revelou ser madura e uma pessoa que eu achava que ela não era. Mas isso não muda nada.

30 de Setembro. A sensação de que alguém me arrancou algo, uma dor no peito, uma sensação de falta de ar atingiu-me nessa noite. Abri a janela, pus música nos ouvidos e chorei a olhar para as estrelas. Deitei tudo cá para fora. Tudo. Ela confrontou-o e ele disse que só fez isso para se vingar. Aliás, ele respondeu-me "É assim, o que é que tu pensavas? Andaste montes de tempo a gozar comigo e agora não te fazia nada? Estavas enganada." Eu achava que ele tinha crescido, que tinha mudado, que as coisas estavam diferentes. Defendi-o de todos os meus amigos, alegando que ele não era aquilo que revelou ser e que sempre me disseram que ele era. Nunca me tinha sentido assim. Nunca. É como se tivessem arrancado um pedaço de mim, como se levasse um murro na cara e a dor não passasse. 

Se eu tivesse estado mal como estava e como vos contei, no início do mês, por esta altura já me sentia muito melhor e estava a conseguir recompor as coisas. Mas não, assim foi pior. Eu estava mal, voltei a estar bem por achar que as coisas iam voltar e depois é como se tudo me caísse em cima, fiquei ainda pior do que já estava.

E depois uma amiga minha que também anda na Metropolitana vinha com ele no comboio e ela deve ter-lhe dito que estava a falar comigo e ele disse "diz-lhe olá". Ele deve achar que continuamos amigos ou que eu quero se quer que ele se aproxime?? Pelo que percebi, ele acha que aquelas duas semanas eu andava a brincar com ele e que já não gostava dele, que foi exatamente o que andei a tentar provar-lhe, que gostava. Ele tem medo de ficar sozinho, só pode. 

Irrita-me saber que o continuo a querer, todos os dias. E que no entanto, ele não merece isso. Irrita-me a crer que se me desse uma oportunidade eu voltava. Porque depois de tudo isto, tenho de ser racional. E por mais que me magoe mais estar sem ele que com ele, esta atitude foi muito forte. Magoou-me e continua a magoar-me todos os dias, mesmo que ele não tenha noção disso. Não tenha noção do que fez. Porque na verdade, de mim ele não merece nada. Nem raiva ele merece. E continua a ter tudo e a achar que basta estalar os dedos quando lhe apetecer e ter-me de novo. Porque eu sei que vai acontecer. Esta história já é antiga. Ele saltita entre mim e ela. E ele vai voltar. Mas aí vou ter de ser mais forte e não querer, por mais que, no fundo queira. Porque por mais que diga e prometa a mim própria que nunca mais volto, acabo sempre por voltar. Mas desta vez tem de ser diferente.

Mas contudo, ainda tenho esperança. Ainda espero que volte. E se pudesse, voltava atrás um mês e fazia tudo diferente. Por outro lado, isto ensinou-me o tipo de pessoa que não quero para mim. Eu só precisava que passasse agora, não daqui a não sei quanto tempo, como toda a gente diz. Que com o tempo tudo passa. Mas eu não quero com o tempo, quero AGORA. Porque está a tornar-se demasiado doloroso.

Talvez um dia voltemos. Talvez nunca voltemos. Mas agora, o que somos? Apesas estranhos com algumas memórias.

 

one month

30 dias desde Aquela noite. Gostava de ter uma história de conto de fada para contar, mas não. A nossa é tudo, menos isso. Podíamos ter visto o fogo de artifício juntos nessa noite, mas estávamos presos dentro de um autocarro. Mas foi especial na mesma. Não começou da melhor maneira, sentia-me pressionada e a sufocar. Mas não só por ele, pelos meus amigos (rapazes). Por aqueles que me deveriam (supostamente) apoiar. As lágrimas insistiam em cair e não sentia que tinha futuro. Agora? Agora acho que começo a sentir que tem. Cada vez mais.

Dia dois faz um mês. Parece que já passou uma eternidade, para dizer a verdade. Se vai durar? Não sei, duvido. Ainda somos jovens e o mais provável é que tenha um fim. Afinal tudo tem um fim. Mas por agora, fica comigo.

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